segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cap IX - Bom Diaaaa!

Bom diiiia! Mais booom diiiia mesmooo pra você que levantou cedo nesse dia cinzento e frio.
Bom diiiiaa pra você que encheu a cara de pó e blush perolado e subiu no salto 3 cm ao inves de ir de tênis branco, pois está na luta pra quebrar a maldição de Florence e de olho naquele Mc Dreammy.
Bom diiiia pra você que entrou numa lata de sardinha que a prefeitura insiste em chamar de ônibus e correu risco de pegar uma H1N1, tuberculose, meningite...
E pra você que engoliu um café tão quente que te fez lembrar de cada órgão do seu sistema digestório, bom diiia mesmo! (pro seu esofago também mandamos lembrança!)
Bom diiiia se você passou por meio de um street fighter de mendigos em abistinência de corotinho (ou seria alcool 70%?), coisa rara de se ver. 
Acordou disposto (a) hoje? Então bom diiiia pra você preferiu ir de escada pro setor onde ia começar seu estágio e antecipar sua atividade pro dia do desafio, que é só quarta-feira! (SQN)
Bom dia se você descobriu que sua nova supervisora de estágio não foi semana passada, nem hoje e nem virá durante um bom tempo porque diferente de você ela está em férias no Caribe ou algo do tipo. 
Depois da descoberta que só você não tem férias, booom diiiia, pois sei que teve que voltar na chuva pra faculdade, acabando com as horas interminaveis de chapinha, te tornando um cover mal feito da Elba Ramalho antes de encontrar o formol.
Bom diia se pelo menos, você fez a via crucis sem encontrar nada de interessante no meio do caminho (pelo menos isso!).
É. Booom diiiia mesmooo!


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cap. VIII - Não basta ser estagiário... tem que ser otário

Estágiotário é um bicho otário mesmo. Acorda cedo mais cedo que o normal no primeiro dia de estágio pra causar uma boa primeira impressão no setor, corre atrás de ônibus e se aperta na lata de sardinha pra chegar no horário, descobre toda a anatomia do trato digestório logo de manhã pois engoliu um café expresso mais quente do que água ardente e ainda por cima chega com o coração na mão e os pulmões quase na garganta. E Pra quê?
Meu segundo dia de Estágio Eletivo e... não conheci minha chefe. De novo. 
Consequência: Como já estava sem eira nem beira (já tinha acordado cedo nesse frio, passado por ônibus lotado e estava com problemas de ansiedade), resolvi tomar um ar no PS , meu antigo setor pra ver como estava a rotina sem minha pessoa. FAIL.  Acabei ficando por lá e retomando minha rotina de fichas e mais fichas pra se preencher, sem contar nos indicadores. 
Virei - sem sombras de dúvida - a melhor pessoa do mundo pra sub (que me odiava) da minha ex supervisora. 


Quem inventou a máxima "alegria de pobre dura pouco" não conhecia um estágiario. Pra estas criaturas a alegria de não ter que preencher um indicador não dura nada. 
E se existe alguma dúvida que estágiario é o bicho mais otário por metro quadrado do planeta, tome meu exemplo.
Como nem tudo é o que parece, o jeito é aguardar. Aguardar porque se eu seguir mais essa pérola do ditado popular, é bem capaz que eu pare na guerra da Crimeia.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cap. VII - Abandonada

Depois de altas emoções (comentadas aqui) com o final do estágio supervisionado, finalmente, chega o estágio eletivo. Então, com a cara e com a coragem, você vai até o setor se apresentar e... ninguém.
Exatamente. Esqueceram que tinha uma estágiotária pra começar suas atividades hoje.


Imediatamente pensei em correr pro meu antigo setor, meu PS, minha montanha-russa onde picos de amor e ódio se intercalavam. Fiz isso? NÃO! Simplismente porque estágiario não tem "day-off".
Não é porque esqueceram da estágiotária que a mesma não vai ter nada pra fazer. Como vocês estão cansados de saber e como eu repito isso diariamente como um mantra, só faltam 7 MESES para formatura.
Consequentemente, só me formo se entregar meu trabalho de conclusão de curso, o famoso e maldito TCC.
Por ironia do destino (ironia nada!), no ano passado (quando a via sacra começou), fui orientada a realizar minhas pesquisas no outro Hospital Escola (que é 100% da faculdade, portanto tem uma dinâmica de trabalho muito diferente da que eu vivenciei no PS do Hospital Escola Público, que mantém convênio com minha faculdade).
Resultado: não basta perder a viagem e 5 horas de estágio (*lágrimas), tem que deslocar o corpinho e ir pra outro hospital.
Como tenho noção de que meu TCC não vai brotar do subsolo e muito menos aparecer pronto, como uma irrigação obstruída nos últimos 5 min. de estágio,  dei uma boa respirada e peguei meu caminho da roça.
Com uma pilha de papéis embaixo do braço e cara de tacho, fui eu apertar a campainha do CME do HEscola.
Ao ser atendida (diga-se de passagem muito bem, comparando com várias saias-justas que estágiotários relatam), entrei por uma porta estreita para ter acesso a CME.
Recebi um privativo na mão literalmente (!), coisa rara de acontecer já que em setores fechados sempre falta o privativo. E a melhor parte nem foi receber de mão beijada a roupinha verde desbotada, mas sim descobrir que o privativo P serve em mim! ♥
Podem falar o que quiser, eu acho um charme usar privativo, ainda mais quando ele cai como uma luva em você. Prefiro andar de verde do que enfrentar o branco nada profissional todo dia.
Continuando minha saga, depois de morfar, fui pro que realmente interessava: A coleta de dados para o TCC, que já está pela hora da morte, uma vez que já tentei deixar pra depois de todas as formas possíveis e imagináveis.
Não demorou muito pra descobrir que meu questionário tinha um erro que surgiu das profundezas, o que me fez anular uma questão.
Anyway, independente de erros, meu foco eram os funcionários (eram não, são). Ao realizar as entrevistas, fiquei um pouco desapontada. Vou ser franca, esperava um pouco mais de discórdia. Vai ver porque no lugar onde eu estava isso era "comum". Comum VÍRGULA. Não era pra ser, mas não vamos nos meter no expurgo alheio.
Vi que meu trabalho de meses foi resumido em menos de 5 minutos, pois todos os funcionários tinham todas as respostas na ponta da língua. Fiquei impressionada pois, mesmo realizando entrevistas individuais, as respostas eram as mesmas, sem tirar nem por nenhum Bowie Dick.
Depois de aproximadamente 1hr, agradeci e sai do setor. Foi difícil me desfazer daquele privativo ♥. Mas eu superei. Afinal, se eu pretendo ter um privativo ala Addison Montgomery, preciso me formar certo?






quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cap. VI - Grand Finale

Após 4 meses de incessante trabalho, picos de adrenalina e casos extraordinários, consegui finalizar meu estágio curricular em ambiente hospitalar.
Como estágiotária sobrevivente a um PS de blaster complexidade, prestes a se formar, devo admitir que hoje meu coração apertou um pouco.
Apesar dos trancos e barrancos, altos e baixos, picos de adrenalina e picos de ACH, posso dizer que vou sentir falta dos casos esdrúxulos, das montanhas de papel e até das UFC modalidade hospital.
Como tentativa de demonstrar um pouco de gratidão, LET'S GET THE PARTY STARTED!



Ala Zoey Barkow, organizei uma "festchinha" pros funcionários e afins, já que estes foram essenciais pra minha formação (além do mais, eles mereciam pois, aguentar um estagiotário mais perdido do que cego em tiroteio necessesita de MUITA paciência).
Achava que não, mas a verdade é que minha sistole foi um pouco mais demorada nessa despedida e fato é que se pudesse ficaria eternamente lá.
Como não dá, tentei aproveitar meu ultimo dia ao máximo, começando por deixar de lado a roupa branca \o/.
Coloquei uma roupa apresentavel (com nada branco ou que lembrasse banco), peguei a massa corrida que chamam de maquiagem e até tive animo pra arrumar a juba.


Bem, sou da teoria de que no primeiro dia de qualquer coisa você deve estar bem arrumado pra causar boa impressão... e no último também, pra tirar a impressão de que você é só mais um ponto branco no hospital. 
Despedidas são recomeços.  Por isso nada mais justo que se despedir em grande estilo.
Dessa parte do meu dia, tenho que compartilhar uma depressão/realização (quem sabe dica pra acabar com a maldição da Florence?): Fora do branco profissional, as pessoas ficavam me encarando. Não foi uma ou duas vezes. Foram várias. Tanto é que até elogio da supervisora eu ganhei (f-u-j-a-m pras colinas!). Ganhei alguns "bom dia" super atenciosos e até tive o prazer de jogar o cabelo de lado, levantar o nariz e caminhar livre, leve e solta pelos corredores.
Glitter e purpurina a parte, continuei o que me propus a fazer: a festa.
O prazer de entrar no posto e saber que você não tem obrigação de preencher indicador nenhum, não tem preço.
O prazer de entrar no posto e saber que você, estagiotário, é o Top Trending do dia, então nem se fala.
Depois de algum tempo conversando com os funcionários, recebendo os estagiotários amigos e fazer uma sala de prescrição inteira parar (porque estágiotário quando quer, é puro poder), dei adeus ao primeiro andar.


Adeus não. Até logo pois pretendo trabalhar neste Hospital Escola e, se trabalhar, pretendo voltar pro lugar em que comecei minha vida de enfermeira.
E assim, com um pouco mais de experiência e um óculos quebrado (não pergunte como), sigo em frente, pois daqui a 7 meses o boleto do COREN chega em casa!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cap. V - Meu nome é Segunda-feira

Depois do final de semana, da ressaca e da  dor de cabeça, uma nova semana se inicia e com ela além do trabalho acumulado do final de semana (porque né amigo(a), se você trabalha de final de semana, sinto lhe informar que não é estágiotário, e sim um escravo), de brinde aparecem no facebook as imagens de "odeio segunda" com um Garfield ou algo do tipo pulando do seu monitor.
E essa segunda começou diferente, pelo menos pra mim. 
Além de exercitar o segredo (e o pensamento positivo), fui despertada por um toque de levantar. LITERALMENTE. Digamos assim, que meu bairro foi "pacificado" (Só que NUNCA) pois a uns 50m da minha casa uma base do Exercito foi montada pra uma espécie de treinamento, caso aconteça algo catastrófico na Copa das Confederações (como se já não  fosse catastrófica a ideia de trazer esse evento pro Brasil e gastar milhões pra isso quando uma bolsa do Cnpq continua R$360,00. PÔ DILMA!).
Enfim, fora esse fato pitoresco, que me fez acordar bem mais cedo do que eu planejava, continuei minha rotina.  Onibus. Terminal. Onibus. Faculdade.
Faculdade... Meu retorno após um final de semana esquizofrênico. Minha mente hiperativa relembrando flashs e mais flashs de tudo o que aconteceu desde sexta-feira. 
Com o sorriso amarelo e de cara lavada, lá vamos nós segunda!




Livre, leve e solta, continuei minha busca pelas admissões perdidas, trabalho é claro, do estágiotário.  Neste momento admito que se isso acontecesse há umas duas ou três semanas atrás eu iria respirar fundo pra não chorar de desgosto com o trabalho acumulado. Mas analisando os minímos detalhes, com a atenuante de que eu ainda estava um pouco tonta do final de semana e meus pensamentos estavam viajando na velocidade da luz, logo não me importei. Aliás, até agradeci, pois pra preencher todas as fichas, primeiro eu teria que acha-las e pra acha-las, teria que ir ao local onde os prontuários ficam, e este é um dos únicos lugares daquele hospital onde há um pouco de silêncio. Silêncio, pois minha mente já está bem barulhenta. 
Segundas de praxe, são os dias em que todos os B.O's aparecem no hospital (deve ser porque os estagiotários não aparecem de final de semana). 


Pra minha sorte, nada de demais  apareceu.
Deve ser o universo retornando minhas boas vibrações - ou então não tinha nada pra dar errado mesmo, pois tudo já deu de errado nos meus plantões passados.
E ultimamente essa história de boas vibrações tem rendido sangue pra coleta. Exatamente isso. Minhas boas vibrações tem sido exatamente como encontrar uma arteria cheia e palpavel quando se  tem 127 tubos de ensaio pra coleta de sangue e hemoderivados.
Só que minha coleta está um pouco acima do que eu preciso (eu acho?) e até tem, sobrado sangue.
Consegui cumprir meus objetivos profissionais e zerar o trabalho acumulado, de quebra ainda sair 10 minutos antes do termino do plantão. A substituta da minha supervisora parece que não me odeia mais, os pacientes me amam ♥ e aparentemente comecei a fazer novas amizades com os residentesotários (porque né).
Ponto pra estagiotária! 
Não tive o que reclamar hoje. E pra ser franca - baseada na minha teoria do Segredo - é você quem faz seu dia.  Whatever. Só sei que se as segundas-feira daqui em diante forem como a de hoje, que meu nome do meio seja segunda.



sábado, 18 de maio de 2013

Cap. IV - E lá vem o disco voador...

(O texto a seguir é um relato de experiência da
estagiotária autora. Os detalhes que não foram
embora após alguns shots de disco voador
estão presentes abaixo. Aproveite a leitura).


Quando você conta pros seus amigos que passou no vestibular daquela faculdade que tanto sonhou, espera ouvir deles coisas do tipo "Parabéns, é uma ótima escola" ou  "Que linda carreira você escolheu".  
Quando eu contei a um amigo que tinha conseguido minha tão esperada vaga, ele me disse o seguinte: "Que massa! As festas dessa faculdade são muito boas! Tem festa toda a semana".  Devo ter ficado uns 2 minutos processando a informação, com cara de reprovação, tipo: "Cara, acabei de passar num vestibular ferrado e você vem me falar que o mais legal durante a graduação é entrar em coma alcóolico?" . De qualquer forma, esse dialogo nunca saiu da minha cabeça. Vai ver porque no fundo, meu amigo tinha um pingo de razão.
Enfim, já no meu primeiro dia de aula fui abordada por algumas veteranas que informaram sobre uma festa de boas vindas, uma especie de cervejada. Não fui. A adrenalina de ESTAR na faculdade já me era o bastante. 
Com o passar do semestre, vi que quase toda a semana, como eu tinha sido alertada, tinha festa mesmo. Ou era pra comemorar o início do curso, ou meio, ou final, ou então era só pela graça de fazer festa mesmo.
Nada me interessou no primeiro ano da faculdade. No segundo, minhas tutorias tinham fechamento nas segundas e consequentemente eu era obrigada a estudar nos finais de semana, ou seja, não era questão de interesse em farrear, mas sim questão de sobrevivência. Até podia ir, mas não valia o peso de um I num módulo. Chegando ao terceiro ano, vi que a combinação festa + faculdade era uma bomba relógio, aliás qualquer movimentação brusca que não estivesse no caderno do aluno era bum na certa. Foi ai que dei graças a Deus de não ser uma party addicted
Quando finalmente cheguei ao quarto ano, me senti no direito de comemorar.
Pra isso fui, finalmente, a uma festa da faculdade.




Foi uma espécie de rito de passagem misturado com festa de debutante. Era minha entrada (e saída) no underground acadêmico. 
Fiquei cerca de 3 semanas me preparando psicológicamente. Um dia antes da festa mau consegui pregar os olhos. No dia da festa estava uma pilha de nervos: se pudesse, já saia de casa montada no glitter pra ir no estágio.
Veio a calhar que no dia dessa festa fui avaliada (como no post contei anterior), e com desempenho acima das expectativas da minha tutora, recebi a informação de que tinha vencido mais essa etapa da graduação. Então mais um motivo pra comemorar!
Muita gente vai só pela graça de beber. Como não beb(ia)o, fui pra me divertir mesmo com uma pequena (mas agradavel) parte da minha sala. 
Chegando no recinto, demos de cara um uma mesa redonda, cheia de copinhos plásticos, limão e um açúcar meio estranho (pra mim parecia farofa). Fui apresentada ao disco voador.
Senti cada órgão do meu trato gastrointestinal mas continuei firme na festa, afinal é o ultimo ano da faculdade (e eu já completei 90% do curso). 
Continuei minha saga com minha turma. 2º Pitstop: Bar. Nesse momento me senti injustiçada. O lugar que serviam refrigerante era do outro lado do salão, bem escondido e não tinha nada de sabor Cola (nem Kiko, nem Vedete, nem Xamego. NIENTE). 
Acabei por fim das contas com um copo com algo que não me lembro nas mãos. Acho que era cerveja. 
Fomos para a pista de dança. Nunca me diverti tanto! Me senti livre pra fazer daquele lugar como minha própria casa pois tinha tanta coisa pra comemorar e minha alegria era tanta que já não cabia nos meus 1,60m.



Dançamos até o final da festa. Bebi o que não tinha bebido nos 3 primeiros anos de faculdade (e na minha vida inteira). 
Assisti a High Socety descendo do salto e até usei meus conhecimentos em enfermagem pra ajudar e diagnosticar os abatidos.
Finalmente entendi o que meu amigo me disse. Mas o meu significado é diferente.
Apesar de só ter ido a uma festa minha graduação inteira (que valeu por todas as que eu perdi), entendi que as festas da minha faculdade não são as melhores a toa. São as melhores porque a gente rala pra conseguir passar no vestibular e depois rala mais ainda pra conseguir se formar. E a cada semana de prova, cada etapa vencida, cada S...tudo isso precisa ser comemorado. E DEVE SER!
Se a faculdade é o período onde nossas caracteristicas são adquiridas, que eu não perca a vontade de vibrar a cada comemoração (mesmo que tudo esteja girando e em blur).

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cap. III - Ces't la vie!

Finalmente, sexta-feira! A alegria de todo o estagiotário (depois dos feriados, é claro).



Tenho a impressão que só de bater o olho no calendário e se deparar com sexta-feira, o estágiotário já vai ao delírio. Seriously. 


Esta semana minha sexta-feira começou um tanto quanto diferente. Após quase uma semana sobrevivendo como o pica-pau esverdeado (super depressivo), vagando pelos corredores do Hospital Escola, contando o dias pro final do estágio supervisonado e ainda por cima aguardando pela avaliação final,  resolvi mudar minha postura. 
Acordei pensando que o dia ia ser maravilhoso e que eu ia brilhar mais do que a Beyoncé no Maddison Square Garden (SÓ QUE NUNCA! haha). 
Isso necessitava uma postura diferente. Então le estagiotária tentou fazer a diferença. 
No ônibus, fui gentil com uma senhora abrindo espaço para que ela pudesse se sentar ao invés de reclamar das injustiças cometidas pelos meliantes mau educados da etec do lado da faculdade. 
Já na faculdade, distribui vários "bom dia". Se eu quero que o meu dia seja bom, porque não desejar isso pros meus amigos também? E nessa minha teoria continuei firme.
Chegando no posto, ao descobrir que a substituta da minha supervisora (que me odeia) iria comandar tudo, respirei fundo e tentei ser simpática. Deu muito certo. Tão certo que consegui realizar todas as minhas atividades e até sair mais cedo.
E coisa boa atrai coisa boa. Há aproximadamente 1 mês, sofri da maldição da práxis: como bom PS, meu setor sempre tem 8916382 procedimentos para se fazer. Na semana em que eu seria avaliada, não apareceu nenhum. E foi assim até fazer minha práxis com exame físico. Tive que engolir a Alba e cuspir a Bates, mas deu certo. Depois disso, apareceram novamente todos os procedimentos possíveis e imagináveis do universo. 
Faltando apenas 3 dias para o final do estágio (e com medo que não aparecesse nada e eu não cumprisse minha avaliação, consequentemente, não entregasse meu estágio) HOJE, SEXTA-FEIRA consegui um procedimento, e fui avaliada. SATISFATÓRIO e acima das expectativas. Meu Deus, que alívio! Me senti como diabético preso numa loja de doces de tanta felicidade. Será que tem por onde melhorar?
SIM. Encontrei minha fraternidade. E como se não bastasse, ainda tive surpresas (otárias ao quadrado mais) muito boas hoje.
Vendo por este lado, acredito que o pensamento positivo melhorou 90% do meu dia.  
Percebi que na enfermagem muitas (boas) ações são ofuscadas pelo mau humor e pela rabugice. Já ouvi vários pacientes e acompanhantes reclamarem de funcionários que desempenham suas funções perfeitamente, fazem procedimentos super complexos mas não são capazes de dar um sorriso ou um "bom dia". Ou pior, também não faz questão nenhuma de manter um clima bom com os outros funcionários (sejam eles da classe profissional que for).
E aí eu me pergunto, adianta de alguma coisa? Claro que NÃO!
Sei que nem sempre estamos de bom humor, mas o pensamento positivo é LIBERTADOR.
Quando estamos de bem conosco, fazemos os outros bem e as coisas cooperam para o nosso bem. 
Que tal ser fazer o teste e ser otimista por um dia?


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cap. II - E como doí!



Tem dias que ao encostar a ponta distal do hálux no chão a gente já percebe que não é nosso dia. Então, você abre o portão pra sair de casa, se direciona até o ponto de ônibus e tem a confirmação de que não é seu dia: Acabaram-se os vale-transporte. Mesmo com os sinais, você não dessiste, afinal de contas, faltam apenas 4 dias pro seu estágio supervisonado terminar e também porque você já está com a corda no pescoço por conta de tanta falta. Chegando no setor, você é surpreendido novamente e descobre que seguirá vôo solo hoje, em outras palavras, você se ferrou e tem que evoluir a clínica sozinho pois sua dupla está de atestado (nada contra duplas e atestados, que fique BEM claro). 
Você, estagiotário, amigo de fé e irmão camarada separa seu material de estágio, abre todos os SAEs do setor, passa visita em todos os quartos, preenche com toda atenção do mundo os indicadores, realiza entrevista e exame físico seguindo todos os pormenores da Alba e ainda por cima vai abraçando o que aparecer: sondagem, gasometria, curativo, irrigação contínua, dreno de tórax... resumindo, você é tipo uma enfermeira "Amélia".
Depois de ter salvo o mundo, você como estagiotário que presta atenção nas tutorias/aulas de ética profissional, se dirige ao posto e começa a psicografar tudo o que fez.
E você escreve, escreve, escreve... larga tudo porque o telefone da clínica toca... volta e escreve, escreve... vai no quarto Y porque o soro da irrigação do paciente X parou... volta e escreve mais um pouco... dai você se dá conta que esqueceu uma informação impoirtante e tem que procurar o prontuário do paciente pra continuar com suas anotações... depois de anos luz, você retorna ao seu lugar de origem, senta e contra o tempo termina suas anotações/evoluções.


Feliz da vida, você entrega ao seu tutor/professor/supervisor um resumo de suas atividades e está dispensado. SÓ QUE NÃO, OTÁRIO!
Das 13 evoluções, você esqueceu de especificar o local de inserção do acesso venoso do paciente em uma delas e na outra confundiu o urepen com SVD pois o hospital está usando o mesmo coletor de urina pra ambos os dispositivos. 
Correção? Pff... você leva uma cajadada e de brinde um sermão da montanha traduzido em aramaico e grego. Pra completar, o paciente que você fez o favor de inverter o tico com o teco está sob os cuidados daquele técnico mau amado que parece que tem prazer em encrencar com estágiotário e falar mau da propria categoria que é a enfermagem.

Eu sei, é a morte. E pra enfrentar esse período nebuloso de luto e voltar pro setor no dia seguinte sambando no recalque alheio com salto agulha 15, existe o Modelo de Kübler-Ross pra dar um "empurrãozinho" e passar por mais este vexame. 

1. Negação/Isolamento: Meu querido estagiotário(a), neste momento você vai negar mais do que qualquer coisa neste mundo que você esqueceu aquela vírgula ou então vai ficar mudo, sentado no canto mais escuro do posto, martelando aquela máxima "Isso não pode estar acontecendo, não comigo... Não faltando 5 minutos pra eu ir pra casa"



2. Raiva: Depois do isolamento causado pela negação, vem a raiva. Você vai sentir até sua 3ª bulha cardíaca e uma leve elevação das ondas QRS. "Não é justo, mimimi!". Neste momento, reclame o que quiser (mentalmente, porque você ainda é um estagiotário, portanto, um desempregado), desde que fique distante de objetos pontiagudos.


3. Negociação e dialogo: (ALERTA: VOCÊ AINDA NÃO SUPEROU O ESTÁGIO 2, NÃO TENTE FAZER ISSO CRIANÇA) Provavelmente, você vai tentar convencer seu superior de que você está certo. ERRADO. Em 98% das vezes em que um estagiotário leva um puxão de orelha é porque mereceu. Lembra dos colegas chatos que se acham os herdeiros do Guyton e gostavam de discutir resultados com os professores porque se achavam injustiçados? Bem, você vai se portar como um deles se tentar negociar algo que não tem fundamento. Cuidado!



4. Depressão: Provavelmente sua negociação não funcionou. Então você começa a pensar que tudo ruim só acontece com você, devaneia sobre como seria sua vida se tivesse escolhido engenharia ou algo do tipo. Até que você se lembrar que num passado não tão distante você passou por coisas piores. Tipo, MUITO PIORES. Semanas de provas, noites mau dormidas, portfolios insatisfatórios... E isso te remete a um futuro não tão distante também: Aonde estarei daqui a 7 meses? Diante desses fatos depressivos, você acaba se tocando que passou por coisas que também pareciam a morte e ainda vai ter que enfrentar problemas muito maiores do que este, e assim segue para o último estágio...


5. Aceitação:  Este é o momento em que você deixa de lado o mimimi e, como adulto, aceita que errou e que merecia a cajadada (por maior que seja a dor). Converse com seu tutor/professor/supervisor e tente entender seu erro pra que não aconteça de novo. Errar pode ser coisa de estagiário mas consertar os seus erros te faz um enfermeiro, ok?


Pronto! Agora que você já superou a dor da evolução/anotação riscada, levante a cabeça, respire fundo e tenha em mente que amanhã é um novo dia e o ciclo se reinicia. Seu setor te aguarda, estagiotário!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cap. I - Drama não, TRAUMA.


"A lenda reza que a precursora da Enfermagem no mundo morreu solteira (largando seu noivo) para cuidar dos soldados na guerra da Criméia. Por isso todas as enfermeiras que se formam sem ter um namorado ficam solteironas pro resto da vida..."






Valeu Florence... Como se não bastasse estudar em PBL (lê-se método asiático de ensino) ainda tenho que me virar nos 30 pra me livrar dessa tal "maldição". 
Admito que no quando era caloura e tinha uns quilos a menos, achava tudo bobagem. Hoje, faltando apenas 7 meses pro boleto do COREN chegar em casa e com toda a bagagem que adquiri assistindo Sex and The City e os filmes da Katherine Heighl, não dúvido mais disso.
O pior é que dia após dia a paranóia aumenta. Na minha escala sentimental, tocar no assunto da "herança" de Florence já evoluiu de drama pra TRAUMA. 
E se, por algum motivo o universo conspira contra e a Lei de Murphy resolve justamente me escolher pra carregar esse fardo? O que vai me restar? Doutorado (brinks)? Fugir pra Rússia? Ir pra Inglaterra chutar a estatua da Florence? Fazer uma mesa branca pra perguntar pra dita cuja o POR QUÊ  desse auê? Como se usar roupa branca todos os dias já não fosse castigo o suficiente....
Talvez tudo seja fruto da imaginação fertil da estagiotária que vos escreve... E talvez não! Com certeza você conhece alguém que foi capturado pela maldição da véia.
Vou ser sincera o suficiente pra admitir que meu trauma teve uma certa acentuação após uma maré de situações as quais me envolvi e não merecem ganhar caracteres aqui.
De qualquer forma, pra TRAUMA sempre se usa o ABCDE, não é nurse?
Meu ABCDE pra reverter a maldita maldição é regido por diretrizes bem menos complicadas que as da ATLS. Vamos lá (porque o tempo voa e você também está quase formada, portanto, quase encalhada pra sempre):

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1. Troque o A de abertura de vias aereas por A de ACORDAR/ADMITIR. Acorde pra vida porque na colação de grau você vai ter o encontro indesejado com a lâmpada de Florence e admita que você é alvo fácil pra véia e pode sim carregar isso para resto da vida. 
2. O Breathing - que equivale a respiração - vira Beleza: Dê uma recauchutada! Procure se arrumar um pouco mais, sorrir um pouco mais, ser agradavel com as pessoas ao seu redor. Você passa metade da semana como estagiotária (o), trabalha (in)diretamente com centenas de pessoas diariamente pelos hospitais da vida/USFs. Não sou nenhuma matemática, mas convenhamos que a probabilidade de você quebrar a maldição DENTRO desses locais é bem maior do que ficar esperando o Christian Grey esbarrar em você. ALERTA: Ao aderir a tal dica, lembre-se que o intuito é arrumar pretendentes e não espanta-los porque você errou a mão da make e foi pro estágio parecendo uma cruza da Dercy Gonçalves com o Coringa.
3. C de Coração ABERTO: Livre-se de tudo o que te puxa pra maldita maldição da veia! (isso inclui aquela lista de contatos que você deixou na "geladeira", aquelas conversas aquivadas no facebook...). Permaneça de coração aberto pra novas experiências, pra conhecer novas pessoas.
4. Deficiências neurológicas continuam sendo deficiências neurológicas no meu ABCDE. Só que ao invés do inconsciente da escala de Gasglow, lê-se chapado, mais doido que o batman que perdeu preciosos minutos pensando/ligando/fazendo sinal de fumaça pro ex ou escutando Paula Fernandes. Não se esqueça que falta pouquissimo tempo pra formatura e você ainda está encalhado (isso também vale pra você que tem namorado mais o boy não sai de cima do muro! Até que se prove o contrário, você está tão encalhada quanto as colegas que não arranjaram namorado). Tenha objetivo e não se contente com pouco! Você não é escala de Gasglow pra se acomodar com os déficts. Seja o protocolo de Manchester e faça uma ótima triagem do que vale ou não a pena!
5. E, Exposição. Após traçado seu objetivo, busque usar a exposição pra promover sua figura de estagiotário. Mas vá com calma, porque o objetivo é quebrar a maldição e não parecer uma louca egocêntrica ala Dr. Cooper e muito menos ganhar fama de espermeira. Lembre-se sempre que, quem vai fundo de cabeça ganha um TCE.

Agora, sem mais desculpas, sem mais drama, sem mais TRAUMA!
Mesmo com o tic tac do relógio correndo e o momento mais critico de nossas vidas chegando, vamos dar um OLÉ nesse carma de ficar pra tia de Florence.


O Prólogo


Mais uma manhã se inicia. 6h40. Luto pra abrir os olhos e sair da cama. Em outros carnavais, neste horário já estaria do outro lado da cidade, entrando numa sala fria de tutoria. E eu devia mesmo estar do outro lado da cidade, me preparando pra pegar no batente, ou melhor, pra pegar o plantão. Penso nos pés de galinha adquiridos durante esses 4 anos e chego a conclusão que é muito cedo pra me estressar. É bem melhor já preparar meu psicológico pro que vem. 
Atrasada, em tempo recorde junto minhas tralhas, pego meu jaleco amassado, dou um trato bem meia boca no cabelo e tento esconder a falta de coragem com um pouco de blush perolado.
7h00. Saindo de casa ofegante, me esforço pra alcançar o ônibus e quem sabe eu ainda consiga fazer o trajeto casa-faculdade em 20 min. FAIL. Talvez de carro eu conseguisse, mas como boa estagiotária que sou, ando de ônibus e, venhamos e convenhamos, nessa cidade em horário de pico, nada é rápido. E falando em horário de pico, vejo 4 ônibus passarem por mim reto, como se eu fosse enfeite do ponto ou invisível.
Finalmente, um ônibus pára. Respiro fundo e tento garantir meu pedaço na lata de sardinha. Sigo assim até o terminal, onde troco 6 por meia dúzia: abandono a lata e corro pra ambulância (o ônibus que vai pra faculdade-hospital escola, carinhosamente apelidado de ambulância, vide a população que o frequenta: pacientes do HEscola, idosos, enfermos e estagiotários). Ainda em pé, continuo minha jornada.
Chego a faculdade as 7h40. Droga. O trajeto que na minha cabeça planejei realizar em 20 min., fiz em 40 min. Mais um dia atrasada. Ainda é muito cedo pra se estressar, então, cabeça erguida, vamos para o campo de batalha (mas antes, um pouco de cafeína).
Entre um cafézinho e outro, 8h00. Chego no setor como se nada tivesse acontecido. Uma cara de paisagem, um sorriso de Kate Middleton (como se eu fosse uma lady, descabelada, amassada e que anda de ônibus).
Começando a arregaçar as mangas, vou então cumprir minhas atividades de quartoanista. O que temos pra hoje? Visita na clínica e históricos a preencher. Pff. Fichinha, já que desde o começo do ano é minha rotina.
De cara, me desvio dos meus afazeres. Encontrei uma irrigação vesical obstruída. Como quase enfermeira, preparo a munição: de um lado, minha seringa (rara no setor) 60 ml e do outro meu frasco de SF 0,9% de 1000 ml. Assim, começo minha saga contra os coágulos - que na minha cabeça é algo do tipo “O império contra-ataca: a ameaça dos coagulos”.
Perdi a guerra. Minhas injeções de soro não foram páreas para le coagulo monstro. E ainda por cima sai pior do que quando entrei no quarto. Muito mais descabelada e dessa vez, acredito que nem o blush corava mais nada.
Como se não bastasse, dei de cara um um residenteotário
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Pra você, ledo leitor, residenteótario é uma raça distante dos estágiotários. Enquanto os estágiotários estão descabelados, amassados e acabados, como se tivessem saído de um episódio de The Walking Dead, os residenteotários são totalmente o contrário: Estão sempre arrumados, são lindos de morrer, esbanjam ryqueza, só que na hora de abrir a boca falta educação; Sem contar, que na cadeia alimentar do Hospital escola, eles são como os estágiotários, só que a nível de Hipócrates, nada de especial.
Voltando pra minha vivência, dei de cara um um dos residenteotários, que não esboçou palavra alguma, mas também, a cara de espanto dele ao me ver já falava mais do que o Galvão Bueno narrando a Fórmula 1. Fiquei na dúvida se a cara de espanto foi pelo meu estado ou se foi pelo escândalo que o paciente fez pela obstrução (sei que a dor do outro não se meça, mas pohan… homem é MUITO fraco!).
Sai a francesa e caminhei para o posto, onde foquei em terminar minhas atividades. Não sei se é meu desgaste ou ansiedade, só sei que não via a hora de terminar tudo (talvez porque 1) eu estava jogada as traças, pois minhas parceiras voltaram para a UBS, 2) porque eu estava cansada, já que falta 1 semana pra terminar esse estágio OU 3) o posto estava lotado de estágiotários de uma escola técnica). 
Diante ao desanimo, resolvi fazer um break. Zarpei pra UTIPed. Contactuei um pouco e voltei (apesar de acolhedor, não posso ficar em setores com crianças mimimi. Essa é minha kryptonita). 
Finalizei meu expediente e parti pra 2ª parte (porque 12hs é fichinha).
O que seria da vida dos estágiotários sem outros estágiotários pra partilhar as depressões? =D Por isso me encontrei com mais duas pra almoçar! E então pude me livar um pouco do peso das minhas olheiras  .
Entre constatações de fatos, planos mirabolantes, espiadas compridas na mesa ao lado e muita coca-cola, chegamos as 13h.
13h… Correndo pro 2º plantão. Mais light, of course, já que era atividade extracurricular, mas nem por isso menos importante.
Após decidir com minha dupla sobre qual cirurgia assistir, optamos por uma de varizes (pois meu DNA grita, e como eu vou ter que fazer uma safenectomia daqui a alguns anos, melhor já me inteirar sobre como vai ser feito). 
Adentrando a sala, dou de cara com le residenteotário (sim! o mesmo que eu encontrei descabelada logo de manhã). Nessa altura do campeonato, nem me sinto no direito de querer enfiar minha cabeça debaixo da terra (e também, de privativo, com todos os EPIs possíveis e imagináveis, nem precisava de esforço pra sumir).
Permaneci eu, firme e forte, durante 3 hrs assistindo a cirurgia, ao lado do R.Otário, que provavelvente nem me reconheceu e muito menos vai lembrar que eu existo amanhã.
Jardinagem a parte, deixando os vasos de lado, no termino do procedimento, eu e minha dupla aguardamos a uma cirurgia ortopédica.
Como gosto de CC, dificilmente me impressiono com o que vejo. Hoje, me impressionei. Nunca tinha visto tão de perto a colocação de um fixador. Tenho que admitir que tive alguns calafrios e ideias de assassinato em massa.
Tudo era como uma mistura de Jogos Mortais com 50 Tons de Cinza (se isso é humanamente possível).
Ideias esdrúxulas a parte, terminei mais um plantão.
E lá se vai a estágiotária, feliz da vida porque apesar de tudo, aprendeu muito. 
E daqui a pouco, um novo dia vem e tudo começa de novo.