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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cap. XIII - Depois de muito, muito tempo...

Depois de 161 dias longe da blogsfera, lá vamos nós NOVAMENTE. 
Pra isso, é claro, precisamos fazer um resumão de tudo o que aconteceu, pra então chegarmos nos finalmentes.

Em 161 dias, fui promovida de estagiotária abandonada da SPOT pra estagiotária - R1 do centro cirúrgico.  VALEU UNIVERSO!



Assisti a minha primeira cirurgia de captação de órgãos/parada cardiorespiratória. Também descobri que eu brilho de privativo e EPIs (mesmo que o privativo esteja surrado, desbotado, quase rasgando...) E de branco off-white profissional!

Descobri o que é amor! AMO o ambiente hospitalar. AMO o prédio caindo aos pedaços, AMO os pacientes, AMO a equipe multi, AMO barraco, confusão e gritaria!
Confirmei que Florence está está rondando minha vida MAS antes da lâmpada ter minhas impressões digitais já tenho um (uns) plano (s) infalível (is).
Daí, descobri que meus palnos infaliveis estão no modo asiático. 








Fui jogada ao vento parar na UBZzZzZzZZzZS.
Quase morri pra entregar os relatórios finais de Iniciação Científica.
Descobri que topeiras são uma raça em expansão, principalmente em ambiente acadêmico, e também que mais capiróticos que meus professores, só os professores das federais/estaduais. 

Fui e voltei pra Londrina e já joguei pro universo que volto, agora pra ficar.
Passei de escraviotária pra estagiotária assalariada. Durou um mês.
Fui apresentar meu trabalho em SP. Acabou a energia.
Fui pra festa mais bate a nave aguardada da faculdade. AE!

Consegui entregar meu TCC ~ALEGRIIIIIIIIA~
E agora faltam 12 dias de estágio e pouco mais de um mês pra formatura.

Após a retrospectiva rápida, vamos nós.
Como eu disse, faltam 45 dias para minha formatura. 4 anos >>>>> 45 dias!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cap. VI - Grand Finale

Após 4 meses de incessante trabalho, picos de adrenalina e casos extraordinários, consegui finalizar meu estágio curricular em ambiente hospitalar.
Como estágiotária sobrevivente a um PS de blaster complexidade, prestes a se formar, devo admitir que hoje meu coração apertou um pouco.
Apesar dos trancos e barrancos, altos e baixos, picos de adrenalina e picos de ACH, posso dizer que vou sentir falta dos casos esdrúxulos, das montanhas de papel e até das UFC modalidade hospital.
Como tentativa de demonstrar um pouco de gratidão, LET'S GET THE PARTY STARTED!



Ala Zoey Barkow, organizei uma "festchinha" pros funcionários e afins, já que estes foram essenciais pra minha formação (além do mais, eles mereciam pois, aguentar um estagiotário mais perdido do que cego em tiroteio necessesita de MUITA paciência).
Achava que não, mas a verdade é que minha sistole foi um pouco mais demorada nessa despedida e fato é que se pudesse ficaria eternamente lá.
Como não dá, tentei aproveitar meu ultimo dia ao máximo, começando por deixar de lado a roupa branca \o/.
Coloquei uma roupa apresentavel (com nada branco ou que lembrasse banco), peguei a massa corrida que chamam de maquiagem e até tive animo pra arrumar a juba.


Bem, sou da teoria de que no primeiro dia de qualquer coisa você deve estar bem arrumado pra causar boa impressão... e no último também, pra tirar a impressão de que você é só mais um ponto branco no hospital. 
Despedidas são recomeços.  Por isso nada mais justo que se despedir em grande estilo.
Dessa parte do meu dia, tenho que compartilhar uma depressão/realização (quem sabe dica pra acabar com a maldição da Florence?): Fora do branco profissional, as pessoas ficavam me encarando. Não foi uma ou duas vezes. Foram várias. Tanto é que até elogio da supervisora eu ganhei (f-u-j-a-m pras colinas!). Ganhei alguns "bom dia" super atenciosos e até tive o prazer de jogar o cabelo de lado, levantar o nariz e caminhar livre, leve e solta pelos corredores.
Glitter e purpurina a parte, continuei o que me propus a fazer: a festa.
O prazer de entrar no posto e saber que você não tem obrigação de preencher indicador nenhum, não tem preço.
O prazer de entrar no posto e saber que você, estagiotário, é o Top Trending do dia, então nem se fala.
Depois de algum tempo conversando com os funcionários, recebendo os estagiotários amigos e fazer uma sala de prescrição inteira parar (porque estágiotário quando quer, é puro poder), dei adeus ao primeiro andar.


Adeus não. Até logo pois pretendo trabalhar neste Hospital Escola e, se trabalhar, pretendo voltar pro lugar em que comecei minha vida de enfermeira.
E assim, com um pouco mais de experiência e um óculos quebrado (não pergunte como), sigo em frente, pois daqui a 7 meses o boleto do COREN chega em casa!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cap. V - Meu nome é Segunda-feira

Depois do final de semana, da ressaca e da  dor de cabeça, uma nova semana se inicia e com ela além do trabalho acumulado do final de semana (porque né amigo(a), se você trabalha de final de semana, sinto lhe informar que não é estágiotário, e sim um escravo), de brinde aparecem no facebook as imagens de "odeio segunda" com um Garfield ou algo do tipo pulando do seu monitor.
E essa segunda começou diferente, pelo menos pra mim. 
Além de exercitar o segredo (e o pensamento positivo), fui despertada por um toque de levantar. LITERALMENTE. Digamos assim, que meu bairro foi "pacificado" (Só que NUNCA) pois a uns 50m da minha casa uma base do Exercito foi montada pra uma espécie de treinamento, caso aconteça algo catastrófico na Copa das Confederações (como se já não  fosse catastrófica a ideia de trazer esse evento pro Brasil e gastar milhões pra isso quando uma bolsa do Cnpq continua R$360,00. PÔ DILMA!).
Enfim, fora esse fato pitoresco, que me fez acordar bem mais cedo do que eu planejava, continuei minha rotina.  Onibus. Terminal. Onibus. Faculdade.
Faculdade... Meu retorno após um final de semana esquizofrênico. Minha mente hiperativa relembrando flashs e mais flashs de tudo o que aconteceu desde sexta-feira. 
Com o sorriso amarelo e de cara lavada, lá vamos nós segunda!




Livre, leve e solta, continuei minha busca pelas admissões perdidas, trabalho é claro, do estágiotário.  Neste momento admito que se isso acontecesse há umas duas ou três semanas atrás eu iria respirar fundo pra não chorar de desgosto com o trabalho acumulado. Mas analisando os minímos detalhes, com a atenuante de que eu ainda estava um pouco tonta do final de semana e meus pensamentos estavam viajando na velocidade da luz, logo não me importei. Aliás, até agradeci, pois pra preencher todas as fichas, primeiro eu teria que acha-las e pra acha-las, teria que ir ao local onde os prontuários ficam, e este é um dos únicos lugares daquele hospital onde há um pouco de silêncio. Silêncio, pois minha mente já está bem barulhenta. 
Segundas de praxe, são os dias em que todos os B.O's aparecem no hospital (deve ser porque os estagiotários não aparecem de final de semana). 


Pra minha sorte, nada de demais  apareceu.
Deve ser o universo retornando minhas boas vibrações - ou então não tinha nada pra dar errado mesmo, pois tudo já deu de errado nos meus plantões passados.
E ultimamente essa história de boas vibrações tem rendido sangue pra coleta. Exatamente isso. Minhas boas vibrações tem sido exatamente como encontrar uma arteria cheia e palpavel quando se  tem 127 tubos de ensaio pra coleta de sangue e hemoderivados.
Só que minha coleta está um pouco acima do que eu preciso (eu acho?) e até tem, sobrado sangue.
Consegui cumprir meus objetivos profissionais e zerar o trabalho acumulado, de quebra ainda sair 10 minutos antes do termino do plantão. A substituta da minha supervisora parece que não me odeia mais, os pacientes me amam ♥ e aparentemente comecei a fazer novas amizades com os residentesotários (porque né).
Ponto pra estagiotária! 
Não tive o que reclamar hoje. E pra ser franca - baseada na minha teoria do Segredo - é você quem faz seu dia.  Whatever. Só sei que se as segundas-feira daqui em diante forem como a de hoje, que meu nome do meio seja segunda.



sábado, 18 de maio de 2013

Cap. IV - E lá vem o disco voador...

(O texto a seguir é um relato de experiência da
estagiotária autora. Os detalhes que não foram
embora após alguns shots de disco voador
estão presentes abaixo. Aproveite a leitura).


Quando você conta pros seus amigos que passou no vestibular daquela faculdade que tanto sonhou, espera ouvir deles coisas do tipo "Parabéns, é uma ótima escola" ou  "Que linda carreira você escolheu".  
Quando eu contei a um amigo que tinha conseguido minha tão esperada vaga, ele me disse o seguinte: "Que massa! As festas dessa faculdade são muito boas! Tem festa toda a semana".  Devo ter ficado uns 2 minutos processando a informação, com cara de reprovação, tipo: "Cara, acabei de passar num vestibular ferrado e você vem me falar que o mais legal durante a graduação é entrar em coma alcóolico?" . De qualquer forma, esse dialogo nunca saiu da minha cabeça. Vai ver porque no fundo, meu amigo tinha um pingo de razão.
Enfim, já no meu primeiro dia de aula fui abordada por algumas veteranas que informaram sobre uma festa de boas vindas, uma especie de cervejada. Não fui. A adrenalina de ESTAR na faculdade já me era o bastante. 
Com o passar do semestre, vi que quase toda a semana, como eu tinha sido alertada, tinha festa mesmo. Ou era pra comemorar o início do curso, ou meio, ou final, ou então era só pela graça de fazer festa mesmo.
Nada me interessou no primeiro ano da faculdade. No segundo, minhas tutorias tinham fechamento nas segundas e consequentemente eu era obrigada a estudar nos finais de semana, ou seja, não era questão de interesse em farrear, mas sim questão de sobrevivência. Até podia ir, mas não valia o peso de um I num módulo. Chegando ao terceiro ano, vi que a combinação festa + faculdade era uma bomba relógio, aliás qualquer movimentação brusca que não estivesse no caderno do aluno era bum na certa. Foi ai que dei graças a Deus de não ser uma party addicted
Quando finalmente cheguei ao quarto ano, me senti no direito de comemorar.
Pra isso fui, finalmente, a uma festa da faculdade.




Foi uma espécie de rito de passagem misturado com festa de debutante. Era minha entrada (e saída) no underground acadêmico. 
Fiquei cerca de 3 semanas me preparando psicológicamente. Um dia antes da festa mau consegui pregar os olhos. No dia da festa estava uma pilha de nervos: se pudesse, já saia de casa montada no glitter pra ir no estágio.
Veio a calhar que no dia dessa festa fui avaliada (como no post contei anterior), e com desempenho acima das expectativas da minha tutora, recebi a informação de que tinha vencido mais essa etapa da graduação. Então mais um motivo pra comemorar!
Muita gente vai só pela graça de beber. Como não beb(ia)o, fui pra me divertir mesmo com uma pequena (mas agradavel) parte da minha sala. 
Chegando no recinto, demos de cara um uma mesa redonda, cheia de copinhos plásticos, limão e um açúcar meio estranho (pra mim parecia farofa). Fui apresentada ao disco voador.
Senti cada órgão do meu trato gastrointestinal mas continuei firme na festa, afinal é o ultimo ano da faculdade (e eu já completei 90% do curso). 
Continuei minha saga com minha turma. 2º Pitstop: Bar. Nesse momento me senti injustiçada. O lugar que serviam refrigerante era do outro lado do salão, bem escondido e não tinha nada de sabor Cola (nem Kiko, nem Vedete, nem Xamego. NIENTE). 
Acabei por fim das contas com um copo com algo que não me lembro nas mãos. Acho que era cerveja. 
Fomos para a pista de dança. Nunca me diverti tanto! Me senti livre pra fazer daquele lugar como minha própria casa pois tinha tanta coisa pra comemorar e minha alegria era tanta que já não cabia nos meus 1,60m.



Dançamos até o final da festa. Bebi o que não tinha bebido nos 3 primeiros anos de faculdade (e na minha vida inteira). 
Assisti a High Socety descendo do salto e até usei meus conhecimentos em enfermagem pra ajudar e diagnosticar os abatidos.
Finalmente entendi o que meu amigo me disse. Mas o meu significado é diferente.
Apesar de só ter ido a uma festa minha graduação inteira (que valeu por todas as que eu perdi), entendi que as festas da minha faculdade não são as melhores a toa. São as melhores porque a gente rala pra conseguir passar no vestibular e depois rala mais ainda pra conseguir se formar. E a cada semana de prova, cada etapa vencida, cada S...tudo isso precisa ser comemorado. E DEVE SER!
Se a faculdade é o período onde nossas caracteristicas são adquiridas, que eu não perca a vontade de vibrar a cada comemoração (mesmo que tudo esteja girando e em blur).